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Domingo, 15 de Agosto de 2010

Ajudar as escolas? Talvez...

Começo com um vídeo:

 

É um vídeo bonito, bem feito, a apelar ao sentimento, e completamente fantasioso :)

Não acredito que alguma criança daquela idade escrevesse aquele texto.

Mas isso é o menos. O vídeo tem um propósito, que é o de pedir apoio para um projecto de angariação de livros para escolas que precisam.

E é aqui que a coisa se complica... E entramos no campo dos Ses...

Se o estado funcionasse... Se as escolas funcionassem... Se os paizinhos educassem decentemente os seus filhos... Demasiados ses...

 

Claro que há excepções, e estou plenamente consciente que as generalizações são perigosas, mas acontece que eu tive a sorte de ter começado a escola num país que apesar de ter outros problemas, tinha um sistema de ensino que funcionava. E os meus pais, na medida do que podiam, e sabiam, deram-me uma boa educação. Penso, e espero, que os efeitos ainda hoje se sintam.

Frequentei uma escola pública, e o material escolar era fornecido pela escola. Os livros eram propriedade da escola e eram para ser devolvidos no final do ano. Havia um caderno de exercícios, associado ao livro, e esse sim ficava para nós. Era aí que fazíamos os exercícios, e podíamos riscar à vontade. O restante material era constituído por lápis, borracha, caneta... tudo básico e funcional. Ninguém precisava de ir comprar material.

Claro que havia quem comprasse, mas o importante é que a escola fornecia o material suficiente para os alunos poderem trabalhar.

E, durante as aulas, enquanto se faziam cópias, ditados, ou contas de somar, o livro estava sobre a mesa para a professora poder ver.

Era-nos exigido que mantivéssemos o livro em bom estado. Era muito frequente a professora deambular pelo meio das carteiras, e pegar nos livros, para ver como estavam. Se não estivessem em bom estado, vinha uma nota para os pais, a avisar... No limite, os pais teriam de pagar o livro que o filho estragara. Era miúdo e não prestei atenção, mas acho que eram muito poucos os livros que não estavam em óptimo estado.

 

Naquela escola, os equipamentos auxiliares funcionavam. Existia equipamento desportivo, e havia competição intra, e inter escolas. Existiam instrumentos musicais, e havia uma banda da escola. E isto é o que eu me lembro passados mais de 30 anos.

 

Isto assim parece simples, e até é, mas implica uma sociedade muito diferente da que temos em Portugal hoje em dia. Numa escola daquele tipo não me custaria nada ajudar na compra de material, pois saberia que seria bem empregue, e estimado.

Pelo contrário, em Portugal, muito dificilmente ofereceria livros a uma escola. Aconteceria, com grande probabilidade uma de duas coisas. Ou ficavam guardados num qualquer canto sem qualquer uso, ou seriam postos à disposição dos alunos e não durariam mais de um ano. Vejo o cuidado que os meus sobrinhos têm com os poucos livros que lhes ofereci. Aliás desisti de lhes oferecer livros por esse motivo. Agora que já são mais crescidos, talvez melhorem... espero que sim.

 

Aqui, em Portugal, e resguardadas as devidas excepções, porque as há, o que vemos é um distanciamento dos pais em relação à escola. Há inúmeros pais que depositam os filhos na escola para serem educados, e que depois ficam muito admirados quando recebem queixa de que o menino ou a menina é mal comportada..

Os professores perderam a autoridade. Se repreendem o menino, têm que estar preparados para uma visita do pai do menino a pedir explicações. Se pensam em chumbar o menino, têm o conselho pedagógico à perna... Para quê chatearem-se?

O estado parece mais preocupado com estatísticas e indicadores para a UE ver, do que com a realidade. "Temos muitos alunos com dificuldades? Baixamos o critério e fica resolvido". "Os alunos chumbam? Acabamos com os chumbos".

 

Tudo junto faz com que qualquer pessoa de bom senso esteja muito desanimada quanto ao futuro da próxima geração, e consequentemente com o nosso futuro geral.

publicado por AReis às 15:02
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Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

His dark materials - Phillip Pullman

Acabei há instantes de ler o último livro desta trilogia do Phillip Pullman.

Tenho a dizer que adorei. Há algum tempo que não tinha tanto gozo a ler um livro.

 

Para quem não sabe o primeiro livro "The Golden Compass" foi a história que deu origem ao filme como o mesmo nome.

Em Portugal, livro e filme foram traduzidos para "A Bussola Dourada". Como tem acontecido quase sempre, e apenas adicionei a palavra quase por descargo de consciência, tiro muito mais prazer da leitura do livro do que da visualização do filme. Neste caso até tem uma justificação. Os americanos, com a sua habitual postura, preferiram omitir do filme algumas passagens que teriam certamente dado origem a muita discussão. No filme dá-se muito pouco ênfase à religião, e no livro a coisa pia muito mais fino. Sinceramente não sei como vão continuar a história, pois no segundo livro "The Subtle Knife" a questão religiosa assume um papel importantíssimo. No terceiro livro "The Amber Spyglass" já não assume um papel tão importante, mas continua lá, bem presente e com um papel fundamental.

 

Nos Estados Unidos, a trilogia, e os livros individualmente ganharam vários prémios, nomeadamente prémios de literatura para crianças. Sinceramente não sei se será uma história apropriada para crianças. Acho que não me sentiria muito à vontade lendo-a para criancinhas facilmente impressionáveis.

No entanto, para jovens adolescentes e daí para a frente, acho perfeitamente recomendável. Tem partes lamechas, outras bem violentas, mas no fundo é uma história muito bonita. E acaba bem. Resiste bem ao lugar comum do "viveram felizes para sempre" que tanto se usa mas que tão raramente se observa na vida real.

 

Falando de vida real, é preciso começar logo por lembrar que o livro é uma obra de ficção, produto da imaginação do seu autor, que descreve vários mundos, e vários personagens que não têm necessariamente de possuir reflexo na vida real. O público americano, ou melhor, uma parte do público americano, não percebe que alguém possa atacar a religião, nem que seja numa obra de ficção, e a obra foi alvo de muita polémica e de muita discussão. Houve quem acusasse o autor de heresia, e não duvido nem por um instante que há uns séculos atrás esta história daria direito a uma fogueirita...

 

Lendo a história sem preocupações morais vê-se que é uma maravilhosa história de encantar, onde o bem e o mal se cruzam e interagem por diversas vezes. Lá pelo meio tem vários "ensinamentos" que cada um interpretará conforme quiser. Li a edição portuguesa da Editorial Presença, que um amigo (Obrigado Luís) me emprestou. A prova de que gostei imenso é que já encomendei a versão original. Quero ler a história na língua em que foi originalmente escrita.

 

AR

sinto-me: positivamente inspirado
música: Rick Wakeman - Summertime
publicado por AReis às 00:13
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